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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

BIOGRAFIA DO ACADÊMICO TRINDADE ESCUDERO - CADEIRA Nº 20


Trindade Escudero
Jornalista e Escritor


Trindade Escudero nasceu na cidade de São Paulo/SP, em 24 de fevereiro de 1934, filho de Cristovam Escudero e Carmem Lirola, num “cortiço”, na Rua da Moóca, nº 985, em frente a Igreja São Genaro, no bairro da Moóca.
Primeiro filho de um casal pobre, sua mãe era tecelã e seu pai era vendedor de bananas, e saia todos os dias com duas cestas feitas de vime, cheias de bananas, que vendia nas comunidades espanhola e italiana próximas onde morava.
No cortiço que habitavam eram quarenta e cinco famílias espanholas, só havia um banheiro, e os quartos eram situados em um corredor que era acessado por uma escada de cimento, e as cozinhas ficavam num outro corredor, ao rés do chão e eram construídas de taboas e folhas de zinco, ou seja, o local era muito pior do que as atuais favelas.
Trindade, aos cinco anos foi acometido de asma, e por causa de doença perdeu um ano de escola, assim, iniciou na escola junto com seu irmão Francisco, quase um ano mais novo, e todos os alunos falavam português, e ele e seu irmão só falavam espanhol, mas superou isso e estudou durante vinte e sete anos, tendo se formado no primário, no ensino comercial, e depois cursado a Faculdade de Ciências Contábeis da famosa Fundação Álvares Penteado que se situava no Largo São Francisco, em frente a, também, famosa Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, depois fez a Faculdade de Administração de Empresas de Mogi das Cruzes/SP.
Em 1974 com 30 anos de idade ingressou na Pontifícia Universidade Católica – PUC -, de Campinas/SP, onde se formou em Engenharia de Sistemas de Informação.
Exerceu cargos de alto executivo de empresas nacionais e multinacionais, tais como Cia. União dos Refinadores (hoje é a poderosíssima Coopersucar), Companhia Gessy Industrial (hoje é a Unilever - multinacional inglesa), General Motors do Brasil, Willys Overland do Brasil, Ford do Brasil, Olivetti do Brasil, Rohm Haas do Brasil, Moinho Santista, Viação Aérea São Paulo – VASP -, e outras. Exerceu também cargos como executivo de empresas norte-americanas quando morou nos Estados Unidos por 11 anos.
Em Muzambinho, foi Diretor de Trânsito no mandato do Prefeito Marco Regis de Almeida Lima.
Hoje é Presidente do Clube Praça de Esportes de Muzambinho, Diretor da Associação de Educação Ambiental Planeta Verde, Assessor de Imprensa e Comunicação da NUPEN – Núcleo Permanente de Estudos Ambientais; Diretor Tesoureiro do 118º Grupo Escoteiro Asa Delta de Muzambinho, Membro militante da “Caminhada das Águas”, sendo o autor da “Oração a Deus pelas Águas”.
Em 30 de Novembro de 2012 foi homenageado na Câmara Municipal de Muzambinho, por indicação do então Vereador Marcos Donizetti da Silva, recebendo o Título de Cidadão Honorário Muzambinhense.
Como jornalista colaborou com o jornal ‘Mantiqueira’, que já não tem sucursal em Muzambinho, e colabora com o jornal “A Folha Regional’, e com o sítio ‘Muzambinho.com’.
Em 28 de abril de 2015, em um pleito eleitoral de âmbito nacional, realizado pela Associação Brasileira de Imprensa – ABI -, foi eleito Membro do Conselho Deliberativo, mandato 2015/2018, dessa importante associação que foi fundada no dia 7 de Abril de 1908, tendo, portanto, mais de 107 anos de existência.
No início de 2015 lançou o livro ‘Memórias de um Cortiço’, contendo crônicas e matérias que escreveu em Muzambinho/MG, e em 15 de maio de 2015 foi diplomado e empossado como acadêmico vitalício, patrono da Cadeira nº 20 da Academia Muzambinhense de Letras - AML.

sábado, 31 de outubro de 2015

POSSE DE IVALDIR DONIZETTI DAS CHAGAS NA AML

         Ivaldir Donizetti das Chagas, mais conhecido como Paulista, nasceu na cidade de Muzambinho/MG, em 22 de fevereiro de 1967, em uma casa logo acima da antiga ponte do bairro Brejo Alegre, filho de Antonio Benedito das Chagas e Anézia Aparecida das Chagas.
Oriundo de família humilde da zona rural (Córrego da Prata), foi para São Paulo aos dois meses de vida, onde morou até os dez anos em uma favela do bairro Jardim Pery Alto, onde estudou até o 6º ano, na E. E. Elza Saraiva Monteiro.
Como os tempos eram difíceis, e sua família já era composta por dez irmãos, voltou para Muzambinho.
Começou a trabalhar cedo, em várias atividades: feiras livres, vendendo limão nas ruas e lojas, para ajudar no sustento de seus irmãos.
Chegando em Muzambinho na década de 80, adquiriu o apelido de Paulista, colocado por um amigo em um jogo de futebol,  começou a trabalhar na roça em vários sítios e fazendas, através de turmeiros que eram os empreiteiros de serviços rurais.
A vida de trabalhador rural, ou seja, verdadeiro bóia fria, foi dura e árdua por muitos anos.
Voltou a estudar na década de 90, fazendo o curso supletivo de primeiro e segundo grau, quando já estava casado e tinha duas filhas: Geruza Barbosa das Chagas e Jesua Barbosa das Chagas, hoje estudantes de direito, mas persistiu nos estudos e em 1994 passou em um concurso publico na antiga Escola Agrotécnica Federal de Muzambinho, tornando-se efetivo em 1997.
Ingressou na Faculdade de história em 1997, vindo a se formar mais tarde na Universidade de Franca/SP.
Formou-se em Tecnologia da Cafeicultura em 2008, e Licenciatura em Química em 2009, pelo IF Sul de Minas Campus Muzambinho.
Pós-graduou-se em educação ambiental em 2010, e terminou o Bacharelado em Teologia em 2013.
Foi o fundador e criador do partido PC do B de Muzambinho, em 1988.
Atuou como professor no Curso Técnico em Meio Ambiente, presencial e a distância, no Curso Técnico em Agropecuária, e no PRONATEC em Muzambinho/MG e Caconde/SP, pelo IF Sul de Minas Campus Muzambinho, e possui outros cursos técnicos e especializações em várias áreas, como: Água, Resíduos sólidos e Líquidos e Gestão e Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Fundou a ONG Planeta Verde de Muzambinho, na qual atua nas questões ambientais, atualmente em cursos, palestras, semanas abertas, fóruns e projetos educacionais.
Foi Locutor de Rádio por sete anos na Radio Rural AM de Muzambinho, e na Atividade FM de Muzambinho, escreveu para os jornais ‘A Folha Regional’ e ‘A Mantiqueira’, por um bom tempo.
Ivaldir é autor de oito livros, sendo eles:

Obra 1
A TERRA DE SERAFIAN
UMA VIAGEM AO PLANETA DESCONHECIDO

Autor: Ivaldir D. das Chagas e Jesua B. das Chagas
Sinopse: Este livro relata a vida em um planeta chamado Serafian. Um lugar onde tudo é praticamente ao contrário do que conhecemos aqui na Terra. Onde animais e homens vivem juntos, onde não há desigualdade e nem superioridade. Os valores da família tem um sentido muito diferente dos conhecidos. Um lugar onde não há poluição, não há luta por poder e dinheiro. O desapego ao Egocentrismo é total. A Tecnologia esta há anos luz dos Terráqueos, onde existe tele-transporte e telepatia. Um grande amor pelas questões ambientais e pelos seus. Vale a pena a leitura para navegar na imaginação nessa ficção.
Edição: (1) (2012)
Número de páginas: 120
Tópicos: Ficção, romance

Obra 2
JÁ PROTESTOU PARA VOCÊ MESMO! 
Autor: IVALDIR DONIZETTI DAS CHAGAS
Sinopse: Como você define o AMOR? Realmente conhecemos o tal Amor, não será o amor uma simples ficção de nossa Sociedade e Cultura. Uma tese Platônica, um imposição de Contratos Impostos. Somos livres para Amar. Como sabemos amar. Uma Relação e Reflexão que vale a pena mergulhar nesse Oceano de Idéias.
Edição: (1) (2013)
Número de páginas: 122

Obra 3
O que é a desigualdade social e a alienação das massas 
Autor: Ivaldir D. das Chagas (Paulista)
Sinopse: Após anos de pesquisas e estudos da sociedade, vivenciando a luta da classe menos favorecida, faz uma reflexão e um paralelo entre as classes sociais de nossa Sociedade. Escreve no livro de uma forma clara e simples o que é a desigualdade social e a alienação vividas na atualidade. Os meios de comunicação alienantes que transformas vidas e diferença entre os dois mundos, que não é percebida cotidianamente. Atualmente o capitalismo tem cegado as classes sociais e alienado a todos com seus modelos. O livro deixa claro as diferenças e mostra isso dentro de vários segmentos do nosso cotidiano. Engloba várias visões de pensamentos.
Edição: (1) (2010)
Número de páginas: 99

Obra 4
PENSAMENTOS E POESIAS DE UM REVOLUCIONÁRIO 
Autor: Ivaldir Donizetti das Chagas
Sinopse: A obra mostra a visão de um militante de esquerda. A sua forma de enxergar a sociedade e várias vertentes de pensamentos. Trata vários temas polêmicos no ponto de vista socialista. Procura entender o porque da sociedade e comunidade se contaminar com o dinheiro e deixar o ser humano em segundo plano. Trata dos valores outrora cultuados e hoje abandonados e sub-julgados pelo sistema capitalista.
Edição: (1) (2012)
Número de páginas: 83

Obra 5
Quebra de Dormência em Sementes de Café
Autor: Ivaldir Donizetti das Chagas
Sinopse: A intenção desse projeto é mostrar-nos através do experimento, que podemos obter bons resultados na quebra da dormência da semente do café, utilizando luz artificial no aquecimento do ambiente onde as sementes estão semeadas. As sementes semeadas nessa época do ano, o que é feito pelos produtores de mudas, leva cerca de 60 a 65 dias para germinar, e é um processo lento. Avaliar o resultado da quebra da dormência na semente do café para podermos produzir mudas prontas para plantio no mês de Novembro, com isso aproveitando as chuvas decorrentes dos meses de Novembro/Dezembro e evitar stresses hídricos se houver Veranicos nos meses de Janeiro, Fevereiro ou até Março. Com o plantio no mês de Novembro o produtor pode evitar prejuízos econômicos e tem uma lavoura estruturada já no primeiro ano.
Edição: (1) (2011)
Número de páginas: 45

Obra 6
A VIDA PACATA DAS CIDADES DO INTERIOR DE MINAS GERAIS 
Autor: Ivaldir Donizetti das Chagas
Sinopse: Este Livreto trás as grandes diferenças no modo de vida de décadas atrás até os dias atuais. Mostra a vida numa pequena Cidade do Interior de Minas Gerais. Muzambinho é a cidade em que o autor vive após voltar de São Paulo. Mostra em detalhes com tudo mudou nos últimos 30 anos. Mas parece que muito das coisas do presente não tem o valor das coisas do passado. Comenta as evoluções tecnológicas das ultimas décadas e o ponto de vista do Mineiro sobre tudo isso.
Edição: (1) (2011)
Número de páginas: 71
Tópicos: Diversos, biografia

Obra 7
As Origens e História do Café, Cultivares e Variedades 
Autor: Ivaldir Donizetti das Chagas
Sinopse: A obra busca desde as origens lendárias e míticas do café no mundo. Sua peregrinação pelos continentes, seus tempos de maldição. Sua chegada ao Brasil. A trajetória de uma cultura que praticamente formou nosso país e que é umas das maiores geradoras de renda e cultura ao povo brasileiro. Suas Cultivares e Variedades apropriadas para o Plantio no sul e Sudoeste de Minas Gerais e Leste Paulista
Edição: (1) (2011)
Número de páginas: 64

Obra 8
A Educação Ambiental e a Inclusão Local 
Autor: Ivaldir Donizetti das Chagas
Sinopse: O que é a educação ambiental, onde a mesma é aplicada. Porque não se coloca a disciplina nas escolas de todo país. Falta educadores e professores?. De quem é a responsabilidade de se educar para se preservar o meio ambiente e o Planeta.
Edição: (1) (2010)
Número de páginas: 59
Tópicos: Educação, conscientização

         No dia 8 de outubro de 2015, através de indicação que já havia sido feita pelo acadêmico Marco Antonio Vilas Boas, Ivaldir foi admitido, por unanimidade, na Academia Muzambinhense de Letras, e ocupará a Cadeira nº 5, deixada pelo acadêmico Pedro Pioli Neto.



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

TRIBUTO A CARMINHA MASCARENHAS



Carminha Mascarenhas
   (cantora, compositora e atriz)

Carminha Mascarenhas (Cármina Allegretti), nasceu na cidade de Muzambinho/MG, em 14/04/1930, filha de Mário José Allegretti, mais conhecido como ‘Zeca Allegretti’, e de Benedita Allegretti.
Carminha foi cantora, compositora e atriz, como no filme "As Testemunhas não Condenam", de 1962, ao lado de Manoel da Nóbrega.
Descendente de italiano, família Allegretti, ainda com poucos meses de vida seguiu com a família para São Paulo/SP, e, mais tarde, voltou para Minas e foi morar em Poços de Caldas/MG, tendo se formado professora primária, e  começou a cantar no coral da Igreja Matriz daquela cidade mineira, destacando-se pela voz de contralto, interessando-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio Januário Allegretti, mais conhecido por ‘Genarino Allegretti’, ao violão.
Iniciou sua carreira artística como ‘crooner’ do conjunto de José Maria, ao lado do pianista Raul Mascarenhas, com quem veio a casar-se em 1952, e com ele teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Jr, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, e que tiveram a filha Mariana Belém, que é também cantora.
Em 1953 gravou seu primeiro disco com as canções de Hervé Cordovil "Nossos caminhos divergem" e "Folha caída", e nesse mesmo ano transferiu-se com o marido para Belo Horizonte/MG, apresentando-se com ele na Rádio Inconfidência e em casas noturnas.
Em 1955, estreou como ‘crooner’ do Copacabana Palace, substituindo Nora Ney.
Ainda em 1955 foi eleita, juntamente com Silvinha Telles, como ‘Cantora Revelação do Ano’ e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa "Nada além de 2 minutos", produzido por Paulo Roberto.
Em 1956, deixou de trabalhar no Copacabana Palace e começou a apresentar-se na boate Sacha's, quando separou-se do marido, viajou para o Uruguai, onde se apresentou na boate Cave e no Cassino de Punta del Este, seguindo depois para Argentina e Paraguai.
Ela gravou vários discos em 78 rpm, e participou, com Elizeth Cardoso e Heleninha Costa, de um LP (Long Play) dedicado à obra de Fernando Lobo.
Em 1959, gravou seu primeiro LP (Long Play) solo, intitulado "Carminha Mascarenhas", em que registra a faixa "Eu não existo sem você", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Ainda em 1959, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa "Carrossel", atuando ao lado de Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Carlos José, Hernany Filho, Norma Bengel e Elizabeth Gasper.
Em 1960, foi convidada para participar do show "Ary Barroso, 1960", ao lado do compositor e de Os Cariocas, Castrinho, Terezinha Elisa e Joãozinho da Goméia, sendo que o show ficou um ano e meio em cartaz na boate Fred's, e em seguida participou, ainda com o mesmo elenco de artistas, do show "Os quindins de Yá Yá", parcialmente gravado pela Copacabana Discos no compacto duplo "Musical Ary Barroso, 1960".
Compôs, em parceria com Dora Lopes, as músicas "Toalha de mesa", uma homenagem a São Paulo, gravada por Noite Ilustrada, e "Samba da madrugada", gravada até no exterior, sendo considerado um hino dos boêmios dos anos 1960 e 1970 em Copacabana, razão porque foi dedicada pelas autoras à cantora Maysa.
Mais tarde participou, com Marisa Gata Mansa e Hernany Filho, do LP "Em cada estrela uma canção", em homenagem à obra de Newton Mendonça, interpretando as faixas "Discussão", "Meditação", Desafinado" e "Samba de uma nota só", parcerias do compositor com Antonio Carlos Jobim.
Carminha viajou diversas vezes para o exterior e participou de discos de vários intérpretes, e ainda na década de 1960, registrou no LP (Long Play) "A noite é de Carminha" as canções que apresentava na noite carioca, que incluiu "Per omnia saecula, saeculorum", samba de Miguel Gustavo, cuja execução foi proibida pela censura.
Nos anos 1980, apresentou-se no Sambão e Sinhá, casa noturna de Ivon Curi, com o espetáculo "Carnavalesque", que ela própria escreveu.
Em 1986 mudou-se para Teresópolis, apresentando-se ocasionalmente em shows.
Em 1999 comemorou 50 anos de carreira em espetáculo realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Em 2001 atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo "As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores", e no show, que revivia a época de ouro de cantoras que marcaram a história do rádio no Brasil, Carminha Mascarenhas cantava, do repertório de Isaurinha Garcia, "Mensagem", além de sucessos da sua própria carreira, bem como os das carreiras de Dolores Duran, Carmen e Aurora Miranda, e Linda e Dircinha Batista.
O CD ao vivo "As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores", foi lançado pela gravadora Som Livre em 2002, ano em que o show continuou sendo exibido.
Em 2003 e 2004 atuou nos shows "Ninguém me ama?”, "Canto para Nora Ney?” e "Tra-lá-lá Lamartine é 100?”, ambos escritos, dirigidos e apresentados por Ricardo Cravo Albin.
Na discografia, Carminha deixou um acervo de pelo menos 68 músicas gravadas, sendo elas:
1 - Abandonado (de Esdras Pereira da Silva e Walter Barros) – Carminha Mascarenhas - 1958
2 - A doce vida (de Miguel Gustavo) - Carminha Mascarenhas - 1961 – Samba
3 - Agarradinha (de Ruy Rey e Alexandre Gnattali) - Carminha Mascarenhas - 1956 - Samba
4 - Aurora (de Airton Ávila) - Carminha Mascarenhas - 1964 - Samba
5 - Boato (de João Roberto Kelly) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
6 - Brigamos com o amor (de Gracindo Jr. e Rildo Hora) Carminha Mascarenhas - 1962 - Samba
7 - Canção do olhar amado (de Chico Feitosa e Marino Pinto) - Carminha Mascarenhas – 1961 - Samba
8 - Canção do olhar amado (de Chico Feitosa e Marino Pinto) - Carminha Mascarenhas - 1963 - Marcha-rancho
9 - Canto do meu coração (de Ari Barroso e Meira Guimarães) - Carminha Mascarenhas - 1960 - Samba
10 - Carinho e amor (de Tito Madi) – Carminha Mascarenhas - 1959
11 - Chorei (de Carlos Imperial) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
12 - Ciúme teu mal (de Joluz  e Waltel) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
13 - Comigo não (de Geraldo Serafim) - Carminha Mascarenhas - 1958 - Samba-canção
14 - Copo d'água (de Augusto Mesquita, Horondino Silva “Dino” e Jaime Florence) - Carminha Mascarenhas - 1957 - Choro-canção
15 - Copo de uísque (de Ari Barroso e Meira Guimarães) - Carminha Mascarenhas – 1960 - Samba
16 - Deixa o Nonô trabalhar (Ricardo Galeno) Carminha Mascarenhas 1957 Samba
17 - Desafinado (de Newton Mendonça e Tom Jobim) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
18 - Discussão (de Newton Mendonça e Tom Jobim) - Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
19 - Divina inspiração (de Osório Lima) – Carminha Mascarenhas - 1977
20 - Dor de cotovelo (de João Roberto Kelly) - Carminha Mascarenhas - 1961 – Samba
21 - Dormir sonhar (de Herberto Sales e Vadico) – Carminha Mascarenhas - 1959
22 - Enquanto a noite não vem (de João Roberto Kelly) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba-canção
23 - Era uma vez (de Lina Pesce) - Carminha Mascarenhas - 1958 - Samba-canção
24 - Espinita (de Nico Jiménez) - Carminha Mascarenhas - 1956 - Mambo
25 - Esquece (de Ari Barroso e Meira Guimarães) - Carminha Mascarenhas - 1960 – Samba
26 - Esta Saudade (de Jorginho e Pandeirinho) – Carminha Mascarenhas - SD
27 - Eu não existo sem você (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes) – Carminha Mascarenhas - 1958
28 - Eu sou mais conceição (de Antônio Guimarães e Dora Lopes) - Carminha Mascarenhas – 1957 - Samba-canção
29 - Fim de caso (de Dolores Duran) - Carminha Mascarenhas (ao vivo de pot-pourri) - 2001 - Samba-canção
30 - Folha caída (de Ney Machado e Hervê Cordovil) Carminha Mascarenhas 1955 Samba-canção
31 - Joguete do Amor (de Tito Madi e Georges Henry) – Carminha Mascarenhas - 1958
32 - Maldade (de Bruno Marnet e Estêvão Montalvani) Carminha Mascarenhas 1957 Samba-canção
33 - Meditação (de Newton Mendonça e Tom Jobim) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
34 - Mensagem (de Cícero Nunes e Aldo Cabral) Carminha Mascarenhas (ao vivo de pot-pourri) - 2001 - Samba-canção
35 - Meu samba não morreu (de Carminha Mascarenhas e Dora Lopes) - Carminha Mascarenhas - 1963 - Samba
36 - Não (de Evaldo Gouveia e Marino Pinto) – Carminha Mascarenhas - 1958
37 - Não volto mais (de Aloísio Marins e Moacir Vieira) - Carminha Mascarenhas - 1957 - Samba
38 - Nós e o mar (de Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal) - Carminha Mascarenhas - 1962 - Cha cha cha
39 - Nossos caminhos divergem (de Ney Machado e Hervê Cordovil) - Carminha Mascarenhas - 1955 - Samba-canção
40 - O Amor Acontece (de Celso Cavalcanti e Flávio Cavalcanti) – Carminha Mascarenhas - 1958
41 - O Garimpeiro (de Rildo Hora) - Carminha Mascarenhas - SD
42 - Olha-me Diga-me (de Tito Madi) – Carminha Mascarenhas - 1958
43 - Opinião (de Zé Kéti) – Carminha Mascarenhas - SD
44 - Outro adeus (de Luiz Bonfá) - Carminha Mascarenhas - 1955 - Samba-canção
45 - Patrimônio da garoa (de Raul Jr. e Duda) Carminha Mascarenhas - 1964 - Marcha-rancho
46 - Per omnia saecula saeculorum amen (de Miguel Gustavo) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba semi-filosófico
47 - Pior pra você (de Evaldo Gouveia e Almeida Rêgo) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
48 - Problema meu (de Chocolate e Mário Lago) - Carminha Mascarenhas - 1956 - Samba-choro
49 - Procuro esquecer (de Alberto Guedes e Nogueira Santos) – Carminha Mascarenhas - 1958
50 - Que diabo mandou (de Fernando Lopes e Catulo de Paula) - Carminha Mascarenhas - 1955 Samba-canção
51 - Quem sou eu (de César Siqueira e Nestor de Hollanda) – Carminha Mascarenhas - 1958
52 - Rancho da praça onze (de João Roberto Kelly e Chico Anísio) – Carminha Mascarenhas - SD
53 - Samba da madrugada (de Dora Lopes, Carminha Mascarenhas e Herotides Nascimento) - Carminha Mascarenha (ao vivo de pot-pourri) - 2001 - Samba
54 - Samba de uma nota só (de Newton Mendonça e Tom Jobim) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
55 - Samba no céu (de Ari Barroso e Meira Guimarães) - Carminha Mascarenhas - 1960 - Samba
56 - Saudade (Orlando Costa ‘Maestro Cipó’, Sachas e Antônio Maria) - Carminha Mascarenhas - 1961 - Samba
57 - Saudade de você (de Carlos Imperial e Fernando César) - Carminha Mascarenhas - 1961 – Samba
58 - Segredo – (de Damasceno e Adilson Negrão) – Carminha Mascarenhas - SD
59 - Sei (de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli) - Carminha Mascarenhas - 1961 – Samba
60 - Seus carinhos ( de Jeanette Adb) – Carminha Mascarenhas - 1958
61 - Sonho (de Luiz Bandeira e Leila) - Carminha Mascarenhas - 1956 - Bolero
62 - Sorrir (de Lombardi Filho e Pedro Rogério) - Carminha Mascarenhas - 1956 - Samba-canção
63 - Tarde triste (de Maysa Matarazzo) - Carminha Mascarenhas - 1961 – Canção
64 - Temporal (de Osório Lima) – Carminha Mascarenhas - 1977
65 - Toada do beijo (de Nestor Campos e Sílvio Viana) - Carminha Mascarenhas - 1956 - Toada 
66 - Transformação – (de João Vieira Passos e Jurandir Silva) - Carminha Mascarenhas
67 - Um dia verás (On jour tu verrás) (de G. Van Parys, Mouloudji/Versão Cláudio Luiz) - Carminha Mascarenhas - 1957 – Valsa
68 - Vem pra batucada (de Severino Filho e Alberto Paz) – Carminha Mascarenhas - 1958
Na filmografia, Carminha deixou como acervo: 
Filme: As Testemunhas Não Condenam (1962)
            Diretor: Zélia Feijó Costa 
            Roteirista: Manoel da Nóbrega
            Gênero: Drama
            País: Brasil
            Língua: Português
            Cor: Preto e Branco
            Companhia: Gino Palmisano Produções Cinematográficas 
       Carminha, em várias oportunidades, brindou seus conterrâneos muzambinhenses com sua presença, inclusive, cantou na ‘Festa do Muzambinhense Ausente’, na década de 1980.
Faleceu em 16/01/2012, na cidade de Rio de Janeiro/RJ, aos 82 anos, no ‘Retiro dos Artistas’, onde havia passado a morar desde 2010.
Deixou honrosa lembrança aos muzambinhenses, e uma contribuição enorme ao cenário artístico nacional.
Carminha, uma das ‘eternas cantoras do rádio’!
A ela o nosso tributo!

Por: José Roberto Del Valle Gaspar
Escritor e membro da Academia Muzambinhense de Letras

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

LANÇAMENTO DE LIVRO

O livro 'Uriel Tavares - Vida e Obra Poética' do escritor José Roberto Del Valle Gaspar, será lançado na Casa da Cultura de Guaxupé no dia 07/10/2014, às 17h, dentro do 'Poente Café', tradicional encontro realizado às terças feiras pelos membros da Fundação cultural de Guaxupé.


domingo, 14 de setembro de 2014

TRIBUTO A HELENA ARMOND



Helena Armond 


Helena Armond nasceu em Muzambinho/MG, em 25/01/1928, filha de José Maria Armond, professor e político, que era natural de Barbacena/MG, e de Moema Bueno, professora, natural de Muzambinho/MG.

         Segunda de oito irmãos: Roberto Armond, Ricardo Armond (faleceu com menos de um ano), Ricardo Armond (segundo), que nasceram em Muzambinho/MG, e depois Silvia Armond, Eduardo Armond, Henrique Armond e Luiz Armond, quais não se constatou os municípios de nascimento.
Helena casou-se com Moacyr de Oliveira em 10/12/1947 na cidade de Presidente Prudente/SP, e teve dois filhos: José Maria Armond de Oliveira, que nasceu com síndrome de Down, e Ivan Armond de Oliveira.
Artista plástica, pintora, escultora, decoradora cultural, pesquisadora e poetisa, Helena Armond fez diversas exposições, inclusive, na Bienal de São Paulo, obtendo reconhecimento na literatura e na cultura brasileira, inclusive, com várias premiações.
Como ela mesma disse em entrevistas, até 1977 participava de exposições de artes plásticas em salões oficiais e galerias, e depois passou a participar de instalações, ou seja, arte conceitual, com destaque para Bienal Internacional de São Paulo, em que atapetou com 400 metros de ‘outdoor’ as rampas do prédio sede da bienal, como protesto contra a sociedade de consumo.
Helena lançou seu primeiro livro em 1983, sob título ‘Linhas, segmentos e pontos... de vista’, e em 1984, lançou “Ecléticas Crônicas Poéticas’, mas, segundo declarou em várias oportunidades, sua iniciação com as letras se deu por ocasião da doença e morte de seu marido, em que passou por movimentados corredores hospitalares por seis meses consecutivos, e nesse período criou poesias centradas nas amarguras percebidas e vividas, que deu origem à obra ‘Corredor de espera’, lançado em 1988.  
Como escritora deixou, segundo ela, dezenove obras publicadas, entre elas, seis infantis, e as demais dirigidas para todas as faixas etárias, quais, depois de longa pesquisa, consegui identificá-las, mas creio que são mais, eis que se misturam com reedições, mas vou continuar pesquisando.
Os livros de Helena Armond publicados e identificados são:
1- Linhas, segmentos e pontos... de vista – 1983 – São Paulo
2 - Ecléticas Crônicas Poéticas – 1984 – São Paulo - Cód. Barras: 1000188878797 - Cód. Interno: 309374536
3 - Limites, conquistas... e linhas mistas – 1985 – São Paulo - Editora do Escritor – CDD – 869.915
4 – Velaturas – 1987 - São Paulo - Massao Ohno Editora
5 - Corredor de espera – 1988 - São Paulo - Massao Ohno Editora - Composição Criarte Letras - Fotolito: Laborgraf - Impressão: Palas Athena - Formato: 13,5×20,5
6 - Ver Melhor – 1988 – São Paulo - Editora Melhoramentos – 32 páginas - Série Arte e Forma – Literatura brasileira - Poesia infanto-juvenil – com ilustrações - ISBN: 85-2-426002-5 – CDD: 808.899282
7 – Ioiô, travessuras, arte – 1990 - São Paulo – Editora Melhoramentos - 48 páginas – Série: Arte é Forma - Ilustrado - Formato 16×23 cm. - ISBN 85-06-01270-8 – CDD: 808.899282
8 – Abro ou não abro? – 1990 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 32 páginas – Série: Arte é Forma – ISBN: 85-06-01267-8
9 - Cá dentro – 1990 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 29 páginas – USBN: 85-06.01271-6 - CDD: 808.899282
10 - Cá dentro – 1991 – 2ª Edição - São Paulo – Editora Melhoramentos – 29 páginas – CDD: 808.899282
11 - Universo – 1991 – São Paulo – Editora Melhoramentos - 24 páginas – Série: Arte e Forma - ISBN: 85-06-01551-0 – CDD: B869.1
12 - Bruxa-ria – 1993 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 16 páginas – ISBN: 85-16-01831-5 – CDD: 808.899282
13 - Enigma – 1996 - São Paulo – Escrituras Editora – 74 folhas – CDD: B869.1
14 - Pedra D’Ara – 1997 – São Paulo – Escrituras Editora - 16 folhas – CDD: B869.1
15 - Água Forte – 1998 - São Paulo - Escrituras Editora – 62 páginas - ISBN 85-86-30325-9 – CDD: B869-1
16 - Em Busca do Elo Perdido – 2000 – São Paulo – Escritura Editora – 64 páginas - ISBN: 85-86-30370-4 – CDD: 730.981
17 – Falo de fogo – 2001 - São Paulo - Escrituras Editora - 62 páginas – ilustrado – CDD: B869.1
18 - Tempos do verbo ser – 2002 – São Paulo – Escrituras Editora - 109 páginas – ISBN: 85-75-31065-8 – CDD: B869.1
19 - Cantochão – 2005 - São Paulo - Escrituras Editora - 79 páginas – ilustrado - capa dura tecido e miolo Reciclado 120 g/m2 - Composto em CartoriaMT - corpo 13pt. - Editor: Raimundo Gadelha - Capa, projeto gráfico e editoração eletrônica de Vera Andrade - Impressão: Prol Gráfica - ISBN 85-75-31169-7 – CDD: B869.1
Na obra ‘Ver Melhor’, Helena sentencia: "Estamos acostumados a olhar e menos habituados a VER. Olhar é um ato mecânico, sem reflexo. VER é receber uma impressão e pesquisá-la. Ultrapassar o estabelecido por códigos. VER é deixar os condicionamentos e travar uma intimidade maior com tudo o que é perceptível. VER é descobrir novas informações e saber que a fonte é sempre alterável e inesgotável. VER É DESCOBRIR O "OLHADO".
Descendente de tradicionais famílias de Barbacena/MG, seus avós paternos Honório Ferreira Armond e Ignácia de Almeida Borges são naturais daquela importantíssima cidade mineira, Helena é sobrinha de Honório Armond, que foi escolhido como o ‘Príncipe dos Poetas Mineiros’, em disputa com outros grandes poetas da época, inclusive com Carlos Drummond de Andrade.
Ela esteve em Muzambinho, por ocasião da ‘Festa do Muzambinhense Ausente’ de 1987, quando apresentou ao público de sua terra natal suas primeiras obras literárias, conforme narrado por Paulo Dipe, que tem o livro ‘Limites, conquistas... e linhas mistas’, com dedicatória da renomada autora.
Em entrevista, Helena fez citação de escrito do seu livro ‘Cantochão’, de 2005: “O elefante quando decide morrer, segue para detrás de uma árvore, o detrás de uma árvore é sempre o lado oposto da nascente, é óbvio, e pressuposto ao poente, sem conjecturas, morre.”
Helena Armond, sem conjecturas, e em momento ‘do ente’, como dizia, quando se referia a doença, morreu em 30/04/2014 em São Paulo, aos 86 anos, mas deixou um legado muito importante para a literatura e a cultura brasileira, e um orgulho enorme para todos nós muzambinhenses e mineiros.
É o nosso tributo!

José Roberto Del Valle Gaspar
Escritor e membro da Academia Muzambinhense de Letras